Pomar

ketchup de goiaba?!

Pesquisadores no RN desenvolvem um produto nutritivo e medicinal

por Eronildes Pinto


Quando falamos de ketchup é quase inevitável lembrarmos do tomate, do qual ele deriva. Entretanto, o Ketchup também pode ser fabricado à base de outros frutos. O Colégio Agrícola de Jundiaí-CAJ, localizado na cidade de Macaíba/RN, está desenvolvendo (setembro de 2002) um ketchup de goiaba ou “guatchup”, em parceria com a Cooperativa Escola dos Alunos do Colégio Agrícola de Jundiaí - COOPECAJ e a Indústria de Doces Fazendinha.

A goiaba é uma fonte rica em vitaminas, sais minerais e licopeno (carotenóide de efeito antioxidante no organismo humano), apresentando assim, potencial para elaboração de um produto de alta qualidade nutritiva. O Licopeno, um caratenóide (pigmento) da mesma família do betacaroteno, é o que dá aos tomates, às goiabas e a várias outras frutas, a cor vermelha forte. No entanto, o Licopeno não é apenas um corante. Ele é um antioxidante poderoso, que tem mostrado extraordinário poder de combate contra doenças degenerativas como o câncer, e que está sendo estudado em todo o mundo por pesquisadores da área médica. A quantidade encontrada na goiaba é 6,5mg por 100g e representa quase o dobro da que normalmente existe no tomate que é de 3,1mg por 100g.

Para o professor José Barros, coordenador da Divisão de Agroindústria do CAJ, esse trabalho é muito importante, principalmente para os pequenos produtores da nossa região, que podem obter mais um ponto de escoamento do excedente da produção de goiaba, uma vez que o “guatchup” deve se adequar ao paladar do consumidor local, a partir de variedades de goiaba cultivadas na região.

O “guatchup” foi, pioneiramente, desenvolvido pela Goiabrás (Associação Brasileira de Produtos de Goiaba) e apresentado no programa Globo Rural da TV Globo, em junho de 2001. Obteve grande êxito na Feira Internacional de Alimentos - Fispal 2001, realizada em São Paulo, sendo aprovado por profissionais de vários países, presentes no evento.

A Escola Agrícola de Jundiaí espera que em breve o produto possa estar disponível no mercado e que, além das vantagens já citadas, possa custar menos no bolso do consumidor que o tradicional derivado do tomate.

Os interessados em conhecer mais sobre o projeto podem entrar em contato com a Divisão de Agroidústria do CAJ, através do telefone (84) 271-1583, ou pelo fax (84) 271-1113.

Cajá, delicioso e antivirótico

Parente da manga, do caju e do umbu, o cajá, fruto da cajazeira, tem propriedades medicinais reconhecidas no exterior.

por Adriano Costa

Muito comum no nordeste brasileiro, as cajazeiras são muito altas, alcançando até 30m. Isso causa dificuldades na hora da colheita do cajá (Spondias mombin), quando muitas frutas são perdidas e danificadas.

A cajazeira ocorre naturalmente nas florestas tropicais de vários países da América. Pertence a uma família que engloba diversas espécies frutíferas tropicais, a das Anacardiáceas. Entre as espécies mais conhecidas desta família, estão a mangueira, o caju, o umbu, a cajarana e a serigüela, esta última parente muito próxima do cajá, fazendo parte do mesmo gênero, denominado Spondias. Na África, há divergências sobre se a espécie é natural ou foi introduzida.

 

O cajá é rico em cálcio, fósforo, ácido ascórbico e caroteno. Atualmente quase toda a produção da fruta é originária de plantas nativas das matas.

Há uma antiga crença dos nativos da atual República Democrática do Congo segundo a qual poderiam curar os paralíticos deitando-os sobre uma camada espessa de folhas da cajazeira, previamente maceradas em água. Algumas tribos indígenas brasileiras tratavam pessoas com feridas e úlceras submetendo-as à ação da fumaça desprendida pelo caroço do cajá quando jogado em um braseiro. Contudo, a ciência ainda nada provou quanto à eficácia desses tratamentos. Em relação ao uso medicinal da espécie, descobriu-se que as folhas e ramos jovens da cajazeira contêm substâncias dotadas de forte ação antivirótica, notadamente contra o vírus da herpes simples e da herpes dolorosa. O chá de folhas da cajazeira vem sendo usado sem haver nenhum relato de efeitos colaterais. Pesquisadores do Japão comprovam a ação anti-herpes do medicamento e uma universidade da Bélgica isolou as substâncias responsáveis pelo efeito medicinal, a gereniina e galloil-geraniina. Segundo os pesquisadores essas substâncias inibem a replicagem dos vírus. Por volta de 1999 foi lançado no mercado dos EUA o fitoterápico Herpiz–K, produzido no Brasil, e composto com o extrato das folhas de cajá.

Qual a diferença entre fruta e legume?

A resposta varia conforme a pessoa para quem você fizer a pergunta. Um cientista vai responder que fruto - e não fruta, já que o termo é masculino - é a estrutura desenvolvida a partir do ovário de uma flor fecundada.

O mesmo cientista dirá também que os legumes são um tipo de fruto, que tem como característica o fato de ser duro, seco e ter as sementes protegidas por uma vagem - caso, por exemplo, do feijão, da ervilha, do amendoim e da lentilha.

Nas feiras e quitandas, porém, a rigidez da classificação científica dá lugar a um critério bem mais simples. Para agricultores e donas-de-casa, os frutos doces são chamados de frutas e o resto vira legume. Trata-se de uma distinção popular que se consagrou pelo uso.

Castanha de caju

O nome científico do cajueiro, “Anacardium” deriva do fato do fruto ter a forma de um coração. A noz está presa na extremidade inferior do fruto. Depois que o fruto é colhido (à mão), a castanha é separada e secada ao sol. Antes que a castanha possa ser comida há duas cascas e uma pele que devem ser removidas. A casca externa possui um óleo venenoso, que pode provocar erupções na pele. Para remover essa casca e livrar-se do óleo, as castanhas são colocadas em fogueiras ou em modernos cilindros de torrefação. Depois, a casca inferior é quebrada, numa operação também manual, a as amêndoas novas esquentadas, para a remoção das peles.

Por que as frutas amadurecem mesmo depois de colhidas?

Mesmo depois de separada do pé, uma fruta é um organismo vivo, que respira oxigênio e libera gás carbônico. Dizemos que ela amadurecequando muda de cor, fica mais macia, ganha aromas. Isso acontece com todas as frutas depois de colhidas.

Quanto ao amadurecimento, há dois tipos de frutas. Existem aquelas; como o abacaxi, laranja e limão; que só podem ser separadas do pé quando atingirem a maturidade pois só são capazes de fabricar açúcares durante o período de crescimento. Se colhermos uma fruta assim, ela pode ficar mais macia e até mais saborosa, mais não mais doce. Mas há outras que podem ser colhidas totalmente verdes e, mesmo assim, amadurecem, como a banana, mamão, tomate, manga e goiaba. Essas frutas armazenam amido durante seu crescimento. E o amido. Mais tarde, mesmo fora do pé, vira açúcar.

Os dois tipos de frutas precisam de calor para amadurecer. Portanto, não se deve guardá-las na geladeira se estiverem ainda um pouco verdes.

Quantos tipos de banana existem e quais são as mais nutritivas?

Fruto do qual o Brasil é um grande produtor, é natural da Ásia Meridional tropical, a banana foi cultivada pela primeira vez no Hemisfério Ocidental em Hispaniola (atual República Dominicana).

Entre espécies cultivadas e selvagens, são quase mil tipos de bananas espalhadas pelo mundo, todas identificadas pelo nome científico Musa. Elas têm os mais diversos tamanhos, da pequena Musa sapientum, a banana ouro brasileira, que não ultrapasa 10 centímetros e 50 gramas, a exagerada Musa ingens, que cresce nas florestas da Nova Guiné e atinge quase 1 quilo em seus 50 centímetros de comprimento.

Alguns historiadores suspeitam que a banana seja a fruta mais antiga do planeta. Sua origem mais provável é o Sudeste asiático. Pelas mãos dos romanos, a exótica novidade chegou à Europa no século 1 a.C. No Brasil, aportou junto com a bagagem dos portugueses embora haja relatos de espécies nativas por aqui.

O fato é que a fruta adaptou ao clima, ao solo e ao paladar do brasileiro, que consome 27 quilos de banana por ano, 16 mais que a média mundial. Difícil dizer qual tipo é o mais saudável. O valor nutritivo varia ligeiramente para cada espécie, mas todas as bananas têm características semelhantes.

As bananas maduras são mais fáceis de serem digeridas porque elas contêm 21% de açúcar e 1% de amido, ao contrário das verdes que contêm 22% de amido e apenas 1% de açúcar.

São frutas muito energéticas, como baixo teor de gordura e ricas em carboidratos, em vitaminas A, B1, B2, C e em vários minerais. O amido que a fruta possui fornece energia prolongada para os atletas, enquanto os altos teores de potássio evitam cãibras. Sem falar que as bananas são fonte; de fibras solúveis, substâncias importantes para diminuir o nível de colesterol no sangue e prevenir o câncer intestinal. Não é à toa que a banana é a fruta mais popular do mundo.

Fruta versátil. As características das cinco variedades mais conhecidas no Brasil.

 

Como saber se uma fruta no mato é comestível?


A melhor dica é observar o comportamento dos animais selvagens. Normalmente, o que eles consomem pode ser aproveitado pelo homem.

Em todo caso, se você não se encontra diante de uma situação extrema, quando a decisão de comê-lo ou não é uma questão de sobrevivência, o melhor é evitar a ingestão de algo desconhecido. É que apesar de existirem pequenos truques para identificar o que é ou não comestível, a lista de exceções à regra é grande.

Algumas raízes, por exemplo, podem ser ingeridas sem problema quando cozidas, mas são venenosas quando cruas. Já certas frutas que são deliciosas quando maduras se transformam em um prato indigesto se colhidas antes do tempo.

As dicas a seguir podem ajudar, mas não são infalíveis. Por isso, para colocá-las em prática só mesmo num momento limite e não por simples curiosidade:

No rastro do almoço - Seguir pegadas de pequenos animais é uma boa tática. Elas podem levar até árvores frutíferas. Ao chegar perto delas e olhar para o alto, provavelmente você irá encontrar frutos mordidos pelos animais;

Fique longe do "CAL" - A sigla CAL quer dizer "Cabeludo, Amargo e Leitoso". Se o fruto em questão tiver essas três características somadas, nem pense em comê-lo. Porém, a existência de apenas uma ou duas dessas características não impede o consumo - o mamão, por exemplo, pode soltar uma espécie de leite e o tamarindo é amargo;

Sabor aprovado - Procure frutos grandes que estejam bicados por pássaros ou mordido por animais. Os peritos em sobrevivência na selva garantem que 90% do que os animais comem também podem ser consumidos pelos humanos;

A raiz do problema - Muitas raízes e brotos subterrâneos podem ser consumidos crus, como o rabanete e a cenoura. Se você achar um vegetal conhecido, tudo bem comê-lo in natura. Mas, se surgir uma dúvida sobre se a raiz ou bruto é comestível, é melhor cozinhá-lo. O inhame bravo, por exemplo, é venenoso cru, mas cozido não.

Coco

É um produto de consumo básico em muitas regiões tropicais. O coqueiro é tão útil que inspirou o seguinte provérbio nos Mares do Sul "Aquele que planta um coqueiro está plantando alimento e água, recipientes e roupas, uma habitação para si mesmo e uma herança para seus filhos". A poupa do coco pode ser comida, serve para fazer poupa, leite e etc. Sendo muito usada na culinária brasileira. O óleo é transformadoem sabão ou usado para cozinhar. A seiva do coqueiro é fermentada para se fazer uma babida alcoólica.


Como se forma a água de coco?

Ela surge durante a formação da semente do coqueiro. Ali dentro dela, o embrião – estrutura que dará origem a uma nova planta – nasce da união de uma célula sexual (gamenta) feminina com outra masculina. Quando isso acontece, uma célula do óvulo com dois núcleos é fecundada e dessa união é que se forma a água de coco, com a função de servir como reserva como de alimento para o embrião.

Trata-se de uma característica que apareceu com as angiospermas,como são chamadas as plantas com flores. Elas só produzem teci¬dos de nutrição se houver um embrião, evitando desperdício. En¬quanto o coco começa a desenvolver suas várias camadas, como uma grande emba¬lagem para a semente, a substância que servirá de alimento para o embrião se divi¬de milhares de vezes. Mas apenas o nú¬cleo da célula se divide e não ela inteira. Por isso, nessa fase, o tecido nutritivo ain¬da é líquido e não sólido, como em outros vegetais.

Quando essas divisões terminam, os núcleos se de¬positam nas paredes internas do coco. A partir daí, com o crescimento das paredes celulares e do "recheio" das células, a água aos poucos se transforma em um alimento sólido, criando aquela parte branca e car¬nosa de onde se extrai o coco ralado.

O líquido no interior do fruto serve de reserva de alimento para o embrião do coqueiro.

Goiaba

Fruta bastante comum no Brasil. Nos EUA, é cultivada no sul da Flórida e Califórnia. Há variedades amarelas e vermelhas, que podem ser comidas em estado natural ou em geléias, caldas e goiabada. São ricas em vitaminas A e C.

Laranja

As laranjas são ricas em vitamina C e proporcionam também alguma vitamina A. As laranjas só devem ser colhidas quando estão maduras, porque não amadurecem nem melhoram de qualidade depois de colhidas. As laranjas verdes não tem um gosto muito ruim, mas podem causar disturbios gástricos e problemas digestivos. Certas variedades d laranjas por causa do clima em que são cultivadas, estão maduras quando ainda têm a cor verde. Compre laranjas que são ruras e pesadas para o seu tamanho. São as que contêm mais suco. As bebidas artificiais de laranja não contêm o mesmo valor nutritivo do suco de laranja fresco. As pessoas com úlcera estomacal não devem comer laranjas. Por causa do ácido cítrico, as laranjas também afetam os dentes.

Limão

Subprodutos do limão são o ácido cítrico, usado na fabricação de bebidas, citrato de lima, óleo de limão e pectina, que é usada para fazer geléias e no tratamento de distúrbios intestinais. Na região italiana da Sicília, o óleo de limão é usado em perfumes, sabões e extratos aromáticos. Os limões causam um efeito forte sobre os dentes e por isso, deve-se lavar a boca depois de consumi-los. Compre limões que estejam pesados de acordo com seu tamanho.

Mamão

De cultivo tropical, o mamoeiro produz uma seiva leitosa, contendo uma ensima chamada papaína, que é conhecida por suas qualidades de amaciar a carne. A papaína também é encontrada no fruto. O suco de mamão é usado no preparo de vários remédios para indigestão.

Manga

Cultivadas em regiões tropicais, as mangas são ricas em vitamina A, C e D. Ainda não maduras são usadas para fazer um molho famoso, o "mango chutney".

Jerimum

Conhecida no centro-sul do Brasil como abóbora, era um dos pratos básicos da dieta dos índios americanos. Com ela se faz bolos (muito populares nos EUA), sopa (que é preparada com açúcar e leite) e o pão preparado com o purê. Além disso, as sementes do jerimum são deliciosas, cruas ou fritas e salgadas. É uma boa fonte de vitamina A e uma fonte razoável de vitamina C.

Romã

É uma fruta muito conhecida no Brasil. No Irã, a poupa da romã é transformada em vinho. Maomé aconselhava: “ Comam romã, pois expurga do sistema o ódio e a inveja”.

 

 

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