Atire em um caçador!
por Adriano Costa
Na última edição da revista Superinteressante (Edição
191, agosto de 2003) na matéria "Um espetáculo de vida
e morte", página 88 a 91, vê-se como é feita
a caça de focas no Canadá. Onde apesar de ter um dos mais
altos índices de desenvolvimento humano e uma das populações
mais educadas do mundo, seu governo permite a matança de focas,
inclusive subsidiada. Lá, como mostram as fotos da revista, as
focas são abatidas cruelmente a pauladas pelos caçadores
em busca de peles que sustentam uma indústria milionária.
Em alguns casos a pele é retirada com o animal ainda vivo, que
fica se debatendo em carne viva sobre o gelo até morrer. Os filhotes
sem os pais acabam morrendo de fome.
Esse horrendo espetáculo não é novidade. São
inúmeras as reportagens de TV´s, jornais e revistas pelo
mundo inteiro que mostram tais cenas. Muito intensa também são
as campanhas de grupos ambientalistas. Esses grupos como o Greenpeace,
protestam como se isso bastasse. A prova de que não ainda só
protestar é o fato de que tais atos de barbárie continuam
acontecendo.
É triste também o que vem acontecendo com a fauna do nordeste
do Brasil por causa da caça predatória. Várias espécies
de animais não são mais encontradas em regiões onde
antes eram abundantes. O que causa isso, não é a caça
por parte de quem recorre a essa prática para comer, como os índios
da Amazônia ou os esquimós do Ártico, mas devido à
caça indiscriminada e que não respeita o período
de procriação de cada espécie, inclusive com o assassinato
de filhotes.
Só há uma única solução à vista
para combater a caça e a tortura de animais selvagens para fins
comerciais. Essa solução bem poderia ser dada pelos grupos
ambientalistas na mesma moeda: ameaças de bombas às lojas
quem comercializam peles e atentados contra os donos e principais acionistas
de empresas que industrializam peles. Além disso, os caçadores
deveriam ser caçados e abatidos a tiros, de preferência com
requintes de crueldade. Com a prática da caça predatória
e desumana se tornando um negócio perigoso de ser feito, com certeza
haveria um desestímulo ao ingresso de novos membros nessa profissão.
agosto de 2003
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