Artigo apresentado em colóquio
O artigo abaixo foi escrito como complemento teórico à
exposição da pesquisa no 1º. Colóquio da Base
de Pesquisa "Comunicação, Cultura & Mídia"
(Departamento de Comunicação Social - UFRN) que se realizou
das 15h às 17h, auditório Consecão do CCHLA, no período
de 25 e 26 de novembro de 2002 e foi coordenado pela profª. Drª.
Olga Tavares e profº Dr. Adriano Gomes. O artigo encontra-se publicado
no site da base www.comidia.ufrn.br
Barcelona virtual:
nunca foi tão fácil para um pequeno município
se informar sobre si mesmo e de acordo com sua própria cultura
Adriano Medeiros Costa
A pesquisa é uma revista virtual que tem um enfoque jornalístico
e educacional, procurando analisar as características históricas,
geográficas, econômicas, lingüísticas e sociológicas
do município de Barcelona, Rio Grande do Norte, Brasil.
Fazer uso do desenvolvimento de novas tecnologias que possibilitem as
ofertas on-line, em franca ascensão em todas as regiões
do mundo, tornou a Internet[1] um meio de comunicação quase
indispensável para qualquer empreendimento. É interessante
ressaltar que todos; empresas, escolas, bancos, ONG´s municípios
e etc são obrigados a ter uma estratégia comunicacional.
Os pequenos municípios não a têm por falta de interesse
público ou privado.
Está surgindo uma nova forma de segregação social
e isolamento, a exclusão digital que não é necessariamente
uma questão de recursos disponíveis, mas também de
consciência e de mentalidade política. Por isso é
preciso diminuir desde já o abismo das populações
“info-ricas” das “info-pobres”, isto é,
lutar contra o fosso “digital”. Segundo o ex-presidente do
Banco Mundial James Wolfensohn (Deutschland,01/2000) “ A diferença
fundamental entre os ricos e os pobres é que os pobres não
têm voz, que não estão em condições
de articular suas necessidades e comunicar aos que detêm o poder
como pensam, que não estão em condições de
exibir a luz pública a desigualdade em que vivem (...)”.
Revistas e jornais são domínios locais e a Internet é
predominantemente global. Muitas dessas publicações estão
on-line. Mas a questão é: os seus clientes do mundo digital
não são os mesmos do mundo de papel. Porém, cada
uma dessas publicações gostaria de ter cada expatriado ou
falante da língua em que as informações são
veiculadas como seu leitor.Buscando ser dominante num conteúdo
global dessa língua. O desafio é incorporar os dois mercados
de modo a compatibilizar os dois públicos (local e virtual). Isso,
para esse momento crucial em que vivemos na dicotomia entre o real e o
virtual. No futuro como se espera, todos estarão on-line. Porém,
assim mesmo ainda haverá o local x cosmopolita; e mesmo que todos
estejam on-line, os veículos de comunicação ainda
terão que se preocupar com a compatibilidade de seus conteúdos.
A proposta da revista é consciente da importância que adquirem
os meios de comunicação no espaço pedagógico,
na formação do cidadão para a democracia, a ética
e a liberdade de expressão. É importante também tirar
o máximo de proveito da revolução da tecnologia da
informação que aliterou os conceitos clássicos de
“modo de produção”, “conhecimento”
e “capital”. Por último, é preciso analisar
que efeitos a revolução da informação trará
para a economia, cultura e sociedade de pequenos municípios. Pois
pela primeira vez na história da humanidade, um pequeno povoado
pode ter acesso a um veículo de comunicação de baixo
custo e inúmeras possibilidades, isto é, textos, fotos,
som, ilustrações e vídeo de excelente qualidade.
A revista (<www.barcelonarn.hpg.com.br>) que é um trabalho
científico e pragmático em seus objetivos, fundamentada
na convicção de que não é preciso muito para
se ter um bom veículo informativo, especialmente hoje em que os
recursos de mídia são inúmeros, ilimitados e de fácil
acesso. A Internet é o meio mais democrático de informação,
porém de acesso ainda muito restrito. Mas a tendência é
que seja cada vez mais difundida com a diminuição dos preços
dos equipamentos de informática.
O site[2] é dirigido a população de Barcelona, mas
é útil aos barcelonenses residentes fora do município
e a qualquer pessoa interessada em assuntos ligados ao sertão do
nordeste brasileiro e serve como modelo para outro projetos. Como por
exemplo, sites específicos dirigidos a comunidades negras, asiáticas,
ciganas, amazônicas, pantaneiras, isto é, qualquer minoria
étnica ou cultural. É preciso despertar nas populações
mais afastadas a curiosidade pelo mundo, mas sem esquecer que o conhecimento
dos problemas locais é essencial. Se o conhecimento é poder
(de fazer e decidir) imagine o quanto a Internet pode ajudar. Inclusive,
outros municípios em situação idêntica a Barcelona.
Espera-se contribuir para a formação da consciência
barcelonense e a reflexão nas pessoas, onde quer que elas estejam.
Oferecendo aos seus leitores a informação isenta e qualificada,
bem como a salvaguarda das peculiaridades regionais e sociais, tanto na
sua expressão tradicional quanto nas formas atuais de expressão.
Isto é, criar uma personalidade, uma maneira de ver o mundo e de
apresentá-lo aos leitores. Além de fomentar a cultura e
promover os intercâmbios culturais.
É preciso clamar pela participação da geração
digital nos movimentos socioeconômicos, políticos e culturais
como um meio de acelerar a transição para a nova sociedade
do conhecimento, uma vez que como se sabe, o capital do século
XXI é a criatividade e o saber. Esses cybercidadãos[3],
informados, responsáveis e construtivos, estão traçando
seu próprio caminho para o futuro.
No site destaca-se a aparência tipicamente sertaneja, ela é
resultado do compromisso com o Movimento Armorial, movimento estético
idealizado por Ariano Suassuna na década de 70 de resgate e revalorização
da cultura do sertão brasileiro e representa a primeira tentativa
de reunir artes para a construção de uma cultura clássica
brasileira. Fazem parte deste movimento personalidades como o músico
Antônio José Madureira, o artista plástico José
Brennad, o multiartista Antônio Nóbrega, além do próprio
Ariano Suassuna.
O site se baseia no civic journalism americano. Sobre isso, o pesquisador
Luiz Martins da Silva (<http://www.unb.br/fac/sos/artigos/civicjournalism>)
explica que “ao pé da letra seria jornalismo cívico,
mas o sentido mais apropriado seria o de ‘jornalismo público’,
que também não é satisfatório, pois tanto
pode dar a idéia de uma espécie de jornalismo chapa branca,
como pode ser confrontado com a constatação tautológica
de que qualquer jornalismo é público. ‘Jornalismo
cidadão’ também seria uma boa maneira de transpor
o conceito, mas ainda incompleta, pois a relação entre mídia
e cidadania não tem dependido apenas das iniciativas da comunidade,
mas sobretudo de empresas e organizações. Ou seja, tradicionalmente,
o civic journalism tem sido praticado por meio de grandes projetos da
iniciativa privada e não propriamente pela mídia comunitária,
embora o jornalismo comunitário muito se assemelhe aos propósitos
do civic journalism. Quando grandes jornais resolvem, por exemplo, dedicar
sistematicamente parte de seu esforço de cobertura a causas públicas,
estão praticando civic journalism. Quando empresas não jornalísticas
resolvem financiar ou dar apoio institucional a coberturas dos mesmos
assuntos, também ingressam na mesma linha”.
O que difere o site de Barcelona de outros é que ele não
pretende ser turístico, nem sua preocupação é
formar professores, mas orientar comunidades inteiras. A preocupação
não é fornecer notícias didaticamente para uso em
sala de aula, embora também tenha essa utilidade, mas possibilitar
que pequenas comunidades se conheçam, tenham consciência
de sua própria realidade e sua cultura para que tenham visão
própria (tendo por base sua cultura) da realidade em que vivem.
Para que cientes dos problemas, vantagens e potencialidades, passem a
agir pela melhoria de suas condições de vida. Isto é,
usar o Jornalismo como instrumento de mudança e de consciência.
É nossa intenção não submeter o conteúdo
editorial à aprovação prévia de qualquer forma
de governo, dele representante ou poder constituído e resistir
a qualquer tipo de pressão ou intimidação que intencione
coibir a democratização da informação e a
liberdade de expressão. A revista garantirá a objetividade
e a capacidade de priorizar e personalizar a sua produção.
Editorialmente, a revista virtual deve ter não só denuncias,
mas também boas notícias. Contar histórias de empreendedores,
conversar com especialistas que sugerem soluções, mostrar
o cidadão comum em seu papel de herói moderno, exaltar o
sonho, a coragem, o trabalho. Com isso, o objetivo é influenciar
as pessoas a agir, ao serem expostas a esse conteúdo midiático.
A pesquisa tem um enfoque jornalístico e educacional. Procurando
analisar em artigos e reportagens as características artísticas,
históricas, geográficas, econômicas, lingüísticas
e sociológicas do município de Barcelona, Rio Grande do
Norte, Brasil.
A educação não está dissociada do jornalismo
e vice-versa. E se tudo puder ser transmitido de forma agradável
e curioso, então pode-se atingir muitos objetivos essenciais. Além
disso é preciso transmitir a preocupação com a função
social da ciência. Na Internet trabalha-se com bits, mas as pessoas,
em princípio, não precisam de bits. É preciso achar
utilidades para eles. Por isso, o site de Barcelona não existe
por afã de lucro. Ele pretende usar o jornalismo virtual como ferramenta
de educação para comunidades carentes. Por exemplo, ensinar
um agricultor dicas úteis para sua profissão e ao povo em
geral sobre sua cultura.
Durante toda a pesquisa procura-se descobrir como o jornalismo pode auxiliar
a educação de pequenas comunidades e minorias étnicas
ou culturais, aí inclusas as carentes, dentro da visão de
sua própria cultura. O conteúdo e a estética do site
tem a ver com a cultura na qual ela se insere tanto em termos de conteúdo,
design, linguagem e graficamente de acordo com a cultura e os valores
estéticos no qual a pequena comunidade possa se reconhecer. Põe
em destaque a identidade do município e contribui para manter vivo
o debate político numa sociedade cada vez mais influenciada pela
televisão, pelos grandes jornais e portais virtuais. Por exemplo,
se pensarmos em termos arquitetônicos, é como se comparássemos
uma casa pré-moldada de uma feita sob medida para o clima, a localização,
a necessidade espacial da família. A mesma coisa acontece com a
construção de um site noticioso e educativo.
Ao estabelecer uma parceria entre educadores e jornalistas, esse projeto
visa levar a educação para a cidadania, difundindo informações
para educadores e produzindo material didático sobre seu meio cultural
e sócio-político para escolas através da Internet.
É preciso também a urgência em aprofundar o debate
e priorizar as ações públicas relativas a educação
e iniciativas cidadãs que evitem que o governo controle a pauta
do jornalismo educacional, embora não só do jornalismo educacional.
Além disso é preciso mostrar que o jornalista tem uma função
primordialmente de responsabilidade social. O jornalista é um educador,
tendo em vista que quando se informa se educa. A questão da educação
continua sendo linha de frente para qualquer profissional, no caso do
jornalista é fundamental. É preciso ver o jornalista como
um intelectual educador. Renovador da democracia participativa local.
Por falta de material bibliográfico as pesquisas não puderam
ser feitas em bibliotecas. Para sua viabilização primeiro
foram feitas entrevistas com algumas pessoas do município aproveitando
seu conhecimento de história oral, já que a cidade tem deficiência
de material bibliográfico sobre si mesma. Foi preciso ir ao campo
e conversar com agricultores, vaqueiros e outros sertanejos, preservadores
da cultura e do português antigo do interior do nordeste. Foram
muitas as coletas de narrativas orais e entrevistas. A tradição
oral sempre funciona quando faltam registros escritos. Ao mesmo tempo,
preservaram-se elementos das respectivas mentalidades e concepções
do mundo, cristalizados e expressos pela oralidade. Quem é ouvido
são as pessoas que viveram os acontecimentos; o objeto de estudo
foi o cidadão médio, que interpreta o percurso da sua própria
vida. Na verdade, na busca do que é ser barcelonense, foi preciso
investigar a cultura popular antiga e moderna.
Durante a pesquisa, tem-se verificado que o factual e o místico
se misturam nas narrativas. Chama a atenção também
o amplo conhecimento que a população do município,
sobretudo as mais idosas, costumam ter da história, fauna, flora,
clima e, de modo geral, do meio em que vivem. As populações
pobres que moram em locais afastados das grandes cidades são essenciais
para a divulgação da cultura popular do sertão. O
importante é fortalecer a cultura local de cada comunidade.e a
idéia de continuar “existindo” neste século
XXI, onde há uma grande ameaça de ser cybercolonizado por
uma Internet muito manipulada por representantes de culturas que não
são as nossas, nem têm a mesma idéia estética
que a nossa.
No caso do “Nobre como Camões – Pequeno dicionário
do português antigo falado em Barcelona, RN, Brasil”, presente
como um link da revista virtual Barcelona, há três etapas
de pesquisa:
1. coleta dos vocábulos em conversas com pessoas de baixa ou nenhuma
escolaridade formal (o caso de vaqueiros, agricultores, lavadeiras e etc.),
2. pesquisa em material bibliográfico como dicionários
e obras portuguesas de meados do século XVI ou anteriores para
verificar a ocorrência dos vocábulos e suas possíveis
acepções, isto é significados, além de colher
trechos literários onde o termo era citado.
3. Por último foram pesquisadas tanto às acepções
(significados adicionais que o dicionário fornece além da
definição principal de cada verbete), quanto à etimologia
(origem das palavras) da maioria delas, curiosidades sobre alguns vocábulos,
expressões e referências bibliográficas baseadas em
grandes obras de literatura portuguesa, regionalista brasileira e folhetos
de cordel. Condizente com sua proposta armorial. O dicionário continua
recebendo acréscimos de vocábulos. Como por exemplo:
3.1. Tornar: 1.recorrer, 2.voltar (ex.: ele desmaiou, mas já tornou).
O termo vem do português arcaico e está presente na "Lenda
do Rei Lear" (século XIII ou XIV) do "Nobiliário"
ou "Livro das Linhagens" do conde D. Pedro, Portugal "(...)
e ouve a tornar aa merçee d'ell-rrey de França(...)".
O termo também é encontrado em "Memorial do Convento"
(1982) do escritor português contemporâneo José Saramago
"(...) agora que chegou de terras holandesas, vai tornar a Coimbra,
um homem que pode ser grande voador, (...)". O termo também
é encontrado no cordel O Pavão Misterioso " Viu a filha
desmaiada,/Não pôde falar com ela,/Até que a moça
tornou,"
3.2. Adeus: o termo vem de "a", preposição +
"Deus") antes que a TV e o rádio chegassem ao sertão
com a força de hoje. Era assim que as pessoas se despediam no sertão
(o termo "chau" [pronuncia-se "txao"; não existe
a escrita "tchau"] vem da palavra italiana "ciao".
Ela se originou em Milão e chegou a Roma em 1925. Nós usamos
chau nas despedidas, os italianos usam o termo tanto nas despedidas quanto
nas chegadas). Ver chau.
Sobre o Nobre como Camões é preciso esclarecer alguns pontos
que justificam a sua compilação. Neste link há termos
do português arcaico e expressões regionalistas usadas em
Barcelona/RN. Inclui erros gramaticais (entenda-se aqui os aceitos pelo
uso). Também não foram corrigidas concordâncias nominais
e verbais ou omissões de sílabas e letras. O vocabulário
sertanejo, de modo geral, é especial. Nele um filólogo é
capaz de perceber verdadeiros "artefatos de arqueologia lingüística",
que não chegam a ser fósseis porque nós os mantemos
vivos no nosso dia-a-dia. Mas muitas delas já foram extintas ou
estão em vias de extinção devido à difusão
dos programas de rádio e de televisão vindos de outras regiões
do país.
O que são hoje resistências do português arcaico chegaram
junto com os colonizadores e foram preservadas pelas populações
rurais e incultas do sertão brasileiro. Eles conservaram o falar
português da Idade Média. Muitas destas expressões,
inclusive, foram usadas por Luis de Camões, Padre Antônio
Vieira e Gil Vicente em suas obras. Por isso, pode-se dizer que muitos
dos costumes e do vocabulário do sertão evocam muito a Europa
Ibérica, sobretudo a camponesa e medieval. Os traços desse
português medieval, isto é arcaico, foram preservados no
interior do nordeste graças à dificuldade de acesso à
região. Isolados em fazendas, os colonos e seus descendentes ficaram
imunes às novas levas de portugueses que apareciam no litoral,
trazendo uma língua renovada. Mas, nem todo erro é fruto
do uso do português arcaico. Nem todos os termos usados no nordeste
brasileiro são utilizados em Barcelona. Muitas das palavras usadas,
inclusive, têm seu sentido completamente diferente daquelas empregadas
em outros Estados e até cidades próximas.
Durante a compilação dos verbetes, tentou-se orientar pelos
orientar pelos conselhos de Noah Webster (1758 – 1843), lexicógrafo
americano, sobre quais devem ser os critérios fundamentais para
separar a palavras passivas ou não de serem dicionarizáveis:
a linguagem muda constantemente, a mudança é normal, a linguagem
falada é a linguagem, o que define a correção é
o uso, todo uso é relativo.
O dicionário pretende ser um banco de dados digital, como obra
de referência do vocabulário antigo da língua portuguesa
falada no sertão nordestino, dos termos mais difundidos aos ameaçados
de extinção. E é útil não só
a quem se interessa pela linguagem do sertão, mas também
para quem, por exemplo, não entendeu uma palavra falada por um
sertanejo numa conversa informal, seja ele um habitante do litoral ou
do centro-sul do país – Quem nunca se deparou com isso? Só
que quem for consultar o dicionário verá que aquele sertanejo
não é um “matuto”, que não sabe falar
português, mas um falante de uma língua falada por reis portugueses
como dom Duarte, dom Diniz, tão nobre quanto Camões.
Estão sendo inúmeros os entraves: desde a falta de material
bibliográfico sobre o município a ser consultada até
a quase inexistência de Internet em Barcelona para a população
ter acesso a sua revista. A pesquisa exigiu, acima de tudo, desenvolver
a arte de saber ouvir, deixando que a espontaneidade do contador venha
à tona. Já a dificuldade de acesso a web está sendo
superada, graças ao crescente aumento de linhas telefônicas
e de computadores pela população do município.
Para a sua viabilização a revista virtual de Barcelona
não tem contado com nenhum patrocínio ou apoio institucional.
Nem para sua produção, pesquisa ou hospedagem. Inclusive,
a revista virtual se utiliza de um site para hospedagens gratuitas de
home pages (www.hpg.com.br) para comprovar que ele podia ser feito com
quase nenhum custo. Sem a Internet, seria muito dispendioso publicar qualquer
veículo abrangente de informação sobre Barcelona.
Além disso, é preciso abrir fronteiras. Até porque
é muito difícil competir nas grandes cidades com publicações
ou sites já estabelecidos e que têm investimentos já
assegurados.
Não haverá qualquer tipo de cobrança para se ter
acesso ao conteúdo da revista virtual, bem como aos fundamentos
teóricos e tecnológicos da pesquisa, já que uma de
suas principais propostas é a democratização da informação.
O conteúdo da revista virtual é de uso liberado para sua
livre reprodução ou transmissão por quaisquer meios
eletrônicos, mecânicos, de gravação, fotográficos,
digitais; desde que citado o nome do autor e a fonte.
Bibliografia
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Societäts – Druckerei GmbH, Alemanha, outubro de 1994.
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2000.
UIMONEN, Paula. Contra la censura y la represón –
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SANTOS, Idelette Muzart Fonseca dos. Em demanda da poética
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Viagens da Voz. Editora da Unicamp, Campinas – SP,1999
JÚNIOR, Carlos Newton. O circo da onça malhada:
iniciação à obra de Ariano Suassuna. Editora
Artelivro, Recife – PE, 2000.
JÚNIOR, Carlos Newton. O pai, o exílio e o reino:
a poesia armorial de Ariano Suassuna. Editora Universitária
– UFPE, Recife – PE, 2000
SUASSUNA, Ariano. Aula Magna. Editora Universitária
– UFPB, João Pessoa – PB, 1994.
--------------
[1] INTERNET: Rede remota internacional de ampla área geográfica,
que proporciona transferência de arquivos e dados, justamente com
funções de correio eletrônico para milhões
de usuários ao redor do mundo.
[2] Site: Abreviação de website (página virtual
hospedada na Internet)
[3] Cybercidadão: Assim se diz com quem é contemporâneo
da era cibernética. Cibernética é a ciência
que estuda as comunicações e o sistema de controle nos organismos
vivos e também nas máquinas.
Portal
virtual Barcelona
Entendendo nosso lugar no mundo.
Barcelona, RN, Brasil.
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