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D: quarta letra do alfabeto português
Da bexiga taboca: é usado como um superlativo de superioridade (ex. "essa cachaça é da bexiga taboca!"). taboca vem do tupi
Da moléstia (u): é usado como um superlativo de superioridade
Dá um caldo!: diz-se de uma mulher que não é muito bonita mais dá para namorar
Danado: levado
Danar-se no mundo: desaparecer no mundo, ir embora de forma aventureira
Danou-se! (ô): 1. expressão de surpresa, e agora?, Que coisa!, virgem!(o mesmo que vige!, vote!, tá com a peste!), 2. sair apressado (Grilo "João Grilo disse: - Danou-se!/ Misericórdia, São Bento!/Com isto mamãe se dana!")
Dar a gota (ô): Ficar irritado, enfurecido (também usa-se "dar a gota-serena")
Dar as horas: o mesmo que cumprimentar
Dar cabimento: dar liberdade, permitir intimidade (Filho Pavão: "Ela procurou falar-lhe/Ele não deu cabimento.")
Dar gosto ao cão: fazer a vontade do inimigo
Dar parte: denunciar, dar queixa a um delegado de polícia (os termos vêm do latim "parte", dar de "dare")
Dar um agrado: dar uma gorjeta ou um dinheirinho a alguém, uma pequena recompensa
Dar um carão: o mesmo que dar uma repreensão pública (passar um carão, levar um carão. O termo vem de cara fechada, cara de repreensão de quem repreende)
Dar um quinau: ver quinau
Dar um toque: sondar alguém sobre algo (não é gíria do centro-sul, é encontrada em "A Bagaceira"[1928] de José Américo de Almeida)
De hoje a oito: dentro de uma semana, de hoje a oito dias (incluindo o dia de hoje)
De lascar o cano: difícil, trabalhoso
Deixar de comer farinha: morrer (ver: "comedor de farinha")
Dente queiro (ê): dente do siso, o último dos molares
Dereito: o mesmo que direito (a expressão pertence ao português arcaico)
Derradeiro: último (Grilo: "Talvez o Grilo não minta,/Diga até a derradeira!")
Derramar: entornar
Descabaçar: desvirginizar, tirar a virgindade de uma mulher (expressão chula). O mesmo que tirar o cabaço. Ver cabaço
Descançar: o mesmo que dar à luz
Descer a ripa: dar uma pisa
Descer do ônibus: saltar do ônibus
Desmantelado: 1. desorganizado, 2. arrebentado, 3. bagunceiro
Desmentir (i): numa queda, sofrer luxação ou ligeiro deslocamento nos ossos dos dedos das mãos ou dos pés
Despachado: pessoa desinibida, que resolve tudo e com facilidade, sem cerimônia
Despois: o mesmo que depois (a expressão vem do português arcaico, foi usada por Luís de Camões em "Os Lusíadas")
Destá (ê): deixa está, deixa p'ra lá, depois a gente acerta as contas
Dezanove: dezenove (a expressão pertence ao português arcaico)
Dia: além de 24 horas, também é o período que corresponde do nascer do sol ao seu poente sem contar com as horas da noite (ex.: "deixe aquela roupa de molho durante um dia e uma noite")
Diadema: arco para prender os cabelos (antigamente era um ornato em que os reis cingiam a cabeça,vem do grego diadema, pelo latim diadema)
Difrusso: gripe
Difusora (ô): serviço de utilidade pública, no qual por meio de aparelhagens eletrônicas, é usado para difundir ondas sonoras por meio das quais se divulgam notícias e músicas (o termo vem de "difusor", que por sua vez vem do latim "diffusore", isto é, o que "transfega")
Dindim: soco de fruta congelado dentro de um saquinho plástico (no RJ é conhecido como "sacolé" e em SP "sucolito")
Disposto: 1. trabalhador, 2. pessoa que é "pau para toda obra" (Grilo "O Sultão admirou-se/Da sua disposição.")
Dizer: falar
Dizeres: palavras bonitas ditas ou escritas, engalanadas
Dobrar à direita, à esquerda: virar à direita, à esquerda
Doença do mundo: doença venérea
Doirado: dourado (a troca do "i" pelo "u" é típico do português arcaico, o termo é encontrado em Pavão "Todo o meu sonho doirado/E Vê-la minha senhora".)
Dona: Tratamento de consideração dispensado às senhoras (o termo vem do latim "domina", isto é, senhora. Originalmente o termo é um título honorífico feminino correspondente a Dom que por sua vez precedia o nome próprio de monarcas portugueses e brasileiros, assim como de pessoas de elevada posição social na Espanha e em Portugal. Mas esse uso no Brasil perdeu-se no tempo, atualmente é usado como forma de tratamento respeitosa nos países de língua espanhola. Dom hoje é usado pelos membros do alto clero. O termo vem do latim "Dominu", isto é, senhor)
Dor-de-veado: dor pontiaguda que ocorre na altura do braço depois de uma corrida muito puxada (o termo vem de "dor desviada")
Dorminhar: o mesmo que dormir (a expressão pertence ao português arcaico)
Dum: de um (fixação gráfica da pronúncia defeituosa, o termo é encontrado no folheto de cordel "O Pavão Misterioso" de José Camelo de Melo Resende, falecido em 1964, "Onde dormia a donzela,/ Debaixo dum cortinado")

 

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